Juliana Santilli, advogada e jornalista, foi sócia-fundadora do Instituto Socioambiental (ISA), pesquisadora colaboradora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília e professora do Curso de Direito Ambiental do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Promotora do Ministério Público do Distrito Federal, era doutora em Direito Socioambiental pela PUC-PR e autora dos livros Socioambientalismo e novos direitos: proteção jurídica à diversidade biológica e cultural, Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores e Agrobiodiversity and the Law: regulating genetic resources, food security and cultural diversity além de diversos artigos sobre direitos socioambientais.

Juliana era ainda pesquisadora associada do programa "Populações locais, agrobiodiversidade e conhecimentos tradicionais", desenvolvido pelo Institut de Recherche pour le Développement (IRD), pela Universidade Estadual de Campinas e pelo ISA.

Ativista em defesa dos direitos dos agricultores e dos conhecimentos tradicionais, Juliana Santilli estabeleceu parcerias com  inúmeras organizações de Agricultores e Povos Tradicionais, orientando em questões relativas a Direito Socioambiental e Agrobiodiversidade. Foi com sua ajuda, que puderam desvendar a complexidade jurídica do aprisionamento das sementes, e ousaram trilhar os caminhos inseguros onde os direitos dos agricultores se chocam com o interesse das corporações.

Faleceu em 2015, aos 50 anos, levando o carinho, reconhecimento e a gratidão de pessoas, famílias, comunidades e instituições que tiveram a honra de conhecê-la. 

“Os novos direitos rompem com os paradigmas da dogmática jurídica tradicional, contaminada pelo apego ao excessivo formalismo, pela falsa neutralidade política e científica e pela excessive ênfase nos direitos individuais, de conteúdo patrimonial e contratualista, de inspiração liberal. Os novos direitos, conquistados por meio de lutas sociopolíticas democráticas, têm natureza emancipatória, pluralista, coletiva e indivisível, e impõem novos desafios à ciência jurídica, tanto do ponto de vista conceitual e doutrinárioquanto do ponto de vista de sua concretização”

(SANTILLI 2005, p.57).